quinta-feira, 26 de novembro de 2009


Sou assim... duas de mim, às vezes três, quatro...cinco...seis. Sou uma por mês, diversifico-me, há horas em que grito, vivo num conflito, mostro ao mundo a minha dor. Noutras horas so sei falar de amor. A mais romântica, melodramática, estática, chorosa e nervosa, carente e decadente, vingativa e inconsequente. Aí quando menos me percebo transformo-me numa mulher cheia de medo, cheia de reservas, coberta de subtilezas. Seria, e sem defesa, no minuto seguinte mulher fatal. Viro logo a tal. Aí sou dona do mundo, segura e destemida, altiva e atrevida, rasgo os meus segredos ao meio e exponho num roteiro de poesia ou texto ágrido inflamo. Conto o que ninguém tem coragem de contar, explico detalhes que é bom nem lembrar. Sou assim. Várias de mim. Sorriso por fora, irreverência a toda a hora, por dentro um tormento, no rosto nenhum sofrimento, no corpo uma explosão de prazer, nos olhos os meus desejos deixo perceber, o melhor é nem me conhecer. No meio de toda esta imensidão tudo é ficção, letras, palavras, frases... na vida real sou bem mais complicada, sou mil. E quem tentou descobriu, riu, chorou, chateou-se, precebeu-me, identificou-se...mas lá no fundo nunca mais partiu! Quem gosta de mim, gosta muito, eu sou assim...

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